Diretoria da AVIPE participa de reunião de emergência com ADAGRO e MAPA

A Diretoria da AVIPE foi convocada para reunião de emergência com a ADAGRO (Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco), e com o MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento),  na tarde da última terça-feira (06/12). A pauta foi sobre as ações de prevenção e determinações de pesquisas sobre a IA (Influenza Aviária), no estado de Pernambuco.

Na ocasião, foi determinado que haverá uma coleta para monitoramento, que será realizada em todo o estado do dia 01 à 31 de Janeiro/23. Os fiscais da ADAGRO e do MAPA, vão visitar 79 granjas (aleatoriamente), fazendo a coleta de sangue das aves – sendo 11 aves por lote ou por idade, limitando-se a 5 lotes ou 55 amostras no máximo. Na ocasião, a granja visitada passará por vistoria de todos índices do PNSA.

Também foi decido em promover uma reunião no dia 15/12, no auditório da Superintendência do MAPA, em Recife, com TODOS os técnicos e responsáveis técnicos das granjas do estado de Pernambuco. Desde já, o convite já está sendo feito para que você produtor solicite a presença dos técnicos de sua granja. É de fundamental importância a presença de todos!

 

 

Da AVIPE, participaram Giuliano Malta, Lula Malta, Antônio Correia, Edilson Araújo, Marcondes Faria e Josimário Florêncio. Paulo Lima (presidente) e outros agentes e fiscais da ADAGRO, Carlos Ramalho (superintendente) e outros agentes do MAPA.


Este é um trabalho de prevenção que devemos fazer juntos!


Os produtores precisam atentar-se à desinfecção de veículos na entrada e saída da granja, restrição de acesso de pessoas alheias ao estabelecimento, impedir contato de aves de vida livre às aves da granja(o uso da tela é primordial), uso de roupas exclusivas para manejo da granja e registros sanitários em dia.

INFLUENZA – A Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP – vírus H5N) é exótica no Brasil, mas pode ser carreada por aves migratórias ou até mesmo por pessoas que estiveram em países onde a doença está ocorrendo. A transmissão também pode acontecer por meio do ar, água, alimentos e materiais contaminados, além do contato com aves doentes e o acesso de pessoas externas às criações comerciais. A responsabilidade na prevenção é compartilhada por todos que participam da cadeia produtiva e objetiva mitigar os riscos de ocorrência.

CENÁRIO INTERNACIONAL – Os países que já tiveram focos da IAAP (Influenza Aviária Altamente Patogênica) contabilizam prejuízos de grandes proporções, a exemplo dos Estados Unidos, que precisaram eliminar milhões de aves. Os preços de ovos, carne de frango e demais subprodutos tiveram aumentos consideráveis. Além disso, diversos produtores desistiram da atividade. 

Peru e Equador declararam emergência sanitária.  Colômbia também registrou focos já controlados.  Aves migratórias acometidas pela enfermidade alcançaram as regiões.  Houve infecção em criatórios comerciais de postura no Peru. E mais recentemente no Chile.

 

ABPA reforça necessidade de esforço conjunto para prevenir entrada da Influenza Aviária no País

Assinada por seu Presidente, Ricardo Santin, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou comunicado em que, comentando a ocorrência de casos de Influenza Aviária em países vizinhos ao Brasil, reforça a necessidade de um esforço conjunto para impedir a entrada da doença no País. O teor do comunicado:

“Somos livres de Influenza Aviária e assim continuaremos a ser. Entretanto, como todos já devem ter acompanhado pelo noticiário, redes sociais e grupos de Whatsapp, há um quadro sensível de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade no território sul-americano, desencadeado desde o fim de outubro.

Reitero, o Brasil, como todos sabemos, nunca foi acometido por essa doença – e com os esforços de todos, pretendemos nunca enfrentá-la.

Ao mesmo tempo, é fundamental que todos disseminem a campanha de conscientização para a prevenção à Influenza Aviária.   Os cuidados são básicos:

  • Não receber nas propriedades e, especialmente nas granjas, pessoas não vinculadas ao sistema produtivo.  A recomendação é redobrada para pessoas provenientes do exterior, estrangeiros ou brasileiros.
  • Sempre lave as mãos e troque roupas e sapatos antes de acessar as granjas.
  • Desinfete todos os veículos que acessem a propriedade!  Os veículos, sejam de passeio ou de transporte, podem ser vetores da doença.
  • Se viajar para o exterior, ao voltar, lave todas as roupas e sapatos.
  • Evite o contato dos animais das granjas com outras aves, especialmente aves silvestres.
  • – Evite contato com aves silvestres de qualquer origem.

A ABPA disponibilizou vídeo, cartaz e cards para WhatsApp neste link. https://drive.google.com/drive/folders/12bn1ZVGlKGQs-fwJ59inFOSmGOVVBuZi?usp=sharing

A ABPA está atuando em diversas frentes:

  • O Grupo Especial de Prevenção à Influenza Aviária (GEPIA) segue ativo, em articulação com stakeholders nacionais e internacionais, revisão de estratégias e produção de ações de prevenção;
  • A ABPA está em contato direto com o Governo Federal em diversas frentes – com o Ministro Marcos Montes, com quem estivemos pessoalmente reunidos nesta semana, o Secretário de Defesa Agropecuária José Guilherme Leal e demais membros das áreas técnica e de comunicação – para alinhar estratégias e prestar todo o suporte necessário, no âmbito privado;
  • A ABPA está integrada, juntamente com todas as entidades da avicultura da América Latina, em um grande comitê cujo objetivo é harmonizar conhecimento e alinhar estratégias de âmbito continental, com intercâmbio de expertise e informações.

O momento é de extrema atenção e exige o engajamento de TODOS. Nenhuma empresa, seja produtora de proteínas ou fornecedora do setor, pode se abster.  Contamos com a sua total adesão na divulgação da campanha e no respeito às recomendações de biosseguridade.

No site do MAPA (https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/sanidade-animal-e-vegetal/saude-animal/programas-de-saude-animal/pnsa/notificacao-de-doencas ) são disponibilizadas informações sobre os critérios para notificação de doenças em aves, bem como procedimentos para notificação ao Serviço Veterinário Oficial de qualquer caso suspeito.

Lembramos que o status sanitário privilegiado do Brasil depende da responsabilidade compartilhada por todos.” Ricardo Santin

Fonte: Assessoria de Imprensa

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