{"id":1753,"date":"2021-05-04T13:20:30","date_gmt":"2021-05-04T16:20:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/?p=1753"},"modified":"2021-05-04T13:20:30","modified_gmt":"2021-05-04T16:20:30","slug":"brasileiro-come-mais-ovos-que-a-media-global","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/brasileiro-come-mais-ovos-que-a-media-global\/","title":{"rendered":"Brasileiro come mais ovos que a m\u00e9dia global"},"content":{"rendered":"<h5 class=\"author\"><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Por: <a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/jc.ne10.uol.com.br\/autor\/estadao-conteudo\/\">Estad\u00e3o Conte\u00fado<\/a><\/span><br \/>\n<span class=\"infotitle\" style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Publicado em 02\/05\/2021 \u00e0s 16:45<\/span><\/h5>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: 18pt; color: #000000;\"><strong>O ovo est\u00e1 longe de ser um coadjuvante na mesa da popula\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-1754\" src=\"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/egg-cartons-3253299_1920-1024x851.jpg\" alt=\"\" width=\"339\" height=\"282\" srcset=\"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/egg-cartons-3253299_1920-1024x851.jpg 1024w, http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/egg-cartons-3253299_1920-300x249.jpg 300w, http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/egg-cartons-3253299_1920-768x638.jpg 768w, http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/egg-cartons-3253299_1920.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 339px) 100vw, 339px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Frito, cozido, mexido, processado e usado em milhares de receitas. O brasileiro nunca comeu tanto ovo. Com o aumento desenfreado do pre\u00e7o da carne, a queda de poder de compra da popula\u00e7\u00e3o, e a mudan\u00e7a de h\u00e1bito trazida pela pandemia, com mais gente se alimentando em casa, o ovo est\u00e1 longe de ser um coadjuvante na mesa da popula\u00e7\u00e3o. No ano de 2020, cada brasileiro comeu 251 ovos. \u00c9 um volume recorde. H\u00e1 20 anos, o consumo anual de cada cidad\u00e3o era de 94 unidades. Dez anos atr\u00e1s, esse n\u00famero subiu para 148 ovos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Hoje, o brasileiro come mais ovos que a m\u00e9dia do cidad\u00e3o mundial, que \u00e9 de 230 ovos por ano. O alimento, que at\u00e9 poucos anos atr\u00e1s figurava entre os vil\u00f5es da sa\u00fade, condenado pelo teor de colesterol, migrou para as p\u00e1ginas da alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel. A ind\u00fastria e as galinhas fizeram sua parte, com nada menos que 1.500 ovos por segundo produzidos no Brasil. As chamadas \u201cpoedeiras\u201d, como s\u00e3o conhecidas as galinhas nas granjas, entregaram 53 bilh\u00f5es de ovos em 2020. Neste ano, a produ\u00e7\u00e3o deve chegar a 56 bilh\u00f5es de unidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Com o volume recorde de consumo e alta de pre\u00e7os nas g\u00f4ndolas do supermercado, tudo indicaria que a vida do produtor nacional de ovos j\u00e1 est\u00e1 ganha. Mas a coisa n\u00e3o \u00e9 bem assim. Ironicamente, a ind\u00fastria de ovos vive, atualmente, entre a cruz e a espada, devido ao pre\u00e7o do milho e do farelo de soja, a ra\u00e7\u00e3o dos animais, insumo que responde por mais de 81% do custo de produ\u00e7\u00e3o da prote\u00edna.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em abril de 2020, uma saca de 60 quilos de milho era comprada, no Paran\u00e1, por R$ 46. Hoje, essa mesma saca custa R$ 98. S\u00e3o 110% de aumento. Nesse mesmo intervalo, o pre\u00e7o do ovo praticado pelo produtor registrou alta de 19%. \u00c9 o \u201cefeito China\u201d, que tem determinado o pre\u00e7o do ovo frito que chega ao prato feito do cidad\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">\u201cVivemos realmente uma fase recorde de consumo e isso \u00e9 bom. Mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o brasileira reconhece o ovo como o segundo melhor alimento, depois do leite materno. Fomos declarados como servi\u00e7o essencial para n\u00e3o deixar faltar comida na mesa da popula\u00e7\u00e3o. Mas houve um salto especulativo dos insumos que est\u00e1 prejudicando muita gente\u201d, diz Ricardo Santin, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA). \u201cHoje, vemos produtor que tem operado com margem negativa, por causa do pre\u00e7o desses insumos, que tem dado f\u00e9rias coletivas e reduzido a produ\u00e7\u00e3o.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Em 2020, o valor bruto de produ\u00e7\u00e3o de ovos chegou a R$ 19,1 bilh\u00f5es. A previs\u00e3o \u00e9 de que haja um aumento de 5,2% neste ano, com movimento de R$ 20,1 bilh\u00f5es, estima a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura (CNA).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq) da Universidade de S\u00e3o Paulo acompanha a evolu\u00e7\u00e3o do mercado de ovos no Pa\u00eds, desde 2013. A analista de mercado de ovos do Cepea, Juliana Ferraz, conta que o pre\u00e7o no atacado nunca havia registrado uma alta como a atual. Ainda assim, os reajustes n\u00e3o foram suficientes para limitar as perdas acumuladas ao longo do ano. Os custos de produ\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 estavam elevados em 2019, entraram em 2020 em uma espiral de alta sem precedentes, reduzindo o poder de compra dos avicultores. Em novembro do ano passado, chegaram ao pior patamar j\u00e1 registrado em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Na m\u00e9dia de 2020, o pre\u00e7o do milho subiu 49% ante 2019, enquanto a saca de farelo de soja saltou 54%, ao passo que os ovos tiveram aumento m\u00e9dio de 23% no ano. \u201cOs pre\u00e7os est\u00e3o batendo recorde e nunca se consumiu tanto, mas t\u00eam outros fatores que devem ser considerados. Esse mercado \u00e9 muito din\u00e2mico e essa condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa que todo o setor esteja bem\u201d, diz Juliana.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><b>Medidas<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O repasse \u00e9 autom\u00e1tico, sempre, e cabe ao consumidor pagar a conta. O setor produtivo j\u00e1 v\u00ea novos aumentos como inevit\u00e1veis e cobra medidas do governo para tentar reduzir a press\u00e3o dos insumos, que hoje s\u00e3o pautados por pre\u00e7os internacionais, como ocorre com os combust\u00edveis, por exemplo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Uma das pautas \u00e9 a isen\u00e7\u00e3o de PIS\/Cofins sobre as transa\u00e7\u00f5es nacionais de compra de ra\u00e7\u00e3o. Hoje, um importador de farelo e milho est\u00e1 isento desses impostos, enquanto um produtor nacional tem de pagar a conta. \u201c\u00c9 claro que n\u00e3o somos contra a exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, mas \u00e9 preciso viabilizar nosso neg\u00f3cio no Brasil. Hoje vivemos uma situa\u00e7\u00e3o em que o nosso concorrente externo compra milho brasileiro mais barato que o produtor nacional\u201d, diz Santin, da ABPA.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Outra demanda \u00e9 que os produtores tenham acesso, antecipadamente, sobre as proje\u00e7\u00f5es nacionais de compra de gr\u00e3os, para que possam se organizar e antever grandes saltos especulativos. \u201cEm muitos pa\u00edses isso j\u00e1 \u00e9 feito. O que estamos pedindo \u00e9 acesso a informa\u00e7\u00f5es\u201d, comenta o presidente da ABPA, que busca uma reuni\u00e3o com a Casa Civil da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica para tratar do assunto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Duas semanas atr\u00e1s, a BRF, que \u00e9 a maior produtora de aves do Pa\u00eds, decidiu reagir aos pre\u00e7os nacionais da ra\u00e7\u00e3o e anunciou a compra de milho da Argentina e do Paraguai, onde encontrou insumo mais barato que aquele plantado no Brasil.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><b>OVO, PREFER\u00caNCIA NACIONAL<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nos idos de 1987, Leandro Pinto era um garoto de 19 anos, dono de um Fiat Uno, um carn\u00ea infind\u00e1vel com parcelas para pagar de um caminh\u00e3o e uma loja de equipamentos agr\u00edcolas falida. Mal tinha come\u00e7ado a vida de empreendedor, e estava quebrado. J\u00e1 tinha tentado de tudo para ganhar algum dinheiro na pequena Itanhandu, cidadezinha de 15 mil habitantes localizada na jun\u00e7\u00e3o de Minas Gerais, S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Quando menino, j\u00e1 tinha lavado carro, varrido quintal de vizinhos, sido office-boy. Chegou a montar uma f\u00e1brica de carro\u00e7a para cavalos, mas deixou o neg\u00f3cio logo. Leandro fazia de tudo, s\u00f3 n\u00e3o gostava de estudar. Com esfor\u00e7o, os pais conseguiram que cursasse at\u00e9 a 8.\u00aa s\u00e9rie e um curso t\u00e9cnico de mec\u00e2nica. \u201cQueriam que eu fosse doutor. N\u00e3o teve jeito\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Completamente endividado, o mineiro de Itanhandu recebeu, um dia, a visita de um amigo. Juarez, que tinha acabado de ter um enfarte, era dono de uma das 25 granjas que havia na cidade. N\u00e3o tinha mais condi\u00e7\u00f5es de tocar seu neg\u00f3cio e ofereceu a granja ao amigo. N\u00e3o era nada muito grande, mas havia 30 mil galinhas que botavam ovos todos os dias. A ideia era que ele ficasse com as galinhas e alugasse a granja.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Nascia ali o \u201crei do ovo\u201d, como passaria a ser chamado mais de 30 anos depois. \u201cEu ainda n\u00e3o sabia, mas estar quebrado foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Nunca tinha lidado com o neg\u00f3cio de frango e ovos, mas resolvi aceitar. E aquilo tudo que eu tinha passado foi uma escola para mim. Dei meu Uno, meu caminh\u00e3o financiado e peguei a granja. Na \u00e9poca, disseram que eu era doido, que aquilo jamais daria certo.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Aos trancos e barrancos, o neg\u00f3cio foi avan\u00e7ando e finalmente vingou. Hoje, passados 34 anos, Leandro Pinto \u00e9 dono e fundador do Grupo Mantiqueira, o maior produtor de ovos da Am\u00e9rica Latina.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Com unidades de produ\u00e7\u00e3o em Minas Gerais, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Mato Grosso, a empresa emprega 2,3 mil funcion\u00e1rios. S\u00e3o mais de 11 milh\u00f5es de galinhas poedeiras.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Neste ano, todas as aten\u00e7\u00f5es de Leandro Pinto est\u00e3o voltadas para a nova granja que a empresa come\u00e7ou a erguer em Lorena, cidade paulista pr\u00f3xima de Aparecida. A unidade, or\u00e7ada em R$ 100 milh\u00f5es, deve ficar pronta no fim de 2022. \u201c\u00c9 um conceito novo. Nossas granjas novas n\u00e3o t\u00eam mais galinhas presas. Elas s\u00e3o criadas livres de gaiola. Assim, ficam menos estressadas\u201d, diz ele. Tudo deve funcionar com vi\u00e9s ecol\u00f3gico, envolvendo energia gerada por pain\u00e9is solares e transporte em caminh\u00f5es el\u00e9tricos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O \u201crei do ovo\u201d, que tr\u00eas d\u00e9cadas atr\u00e1s andava de Uno para todo lado, hoje utiliza um jato particular para trabalhar e visitar as unidades da empresa. \u201c\u00c0s vezes, vou de helic\u00f3ptero, tamb\u00e9m\u201d, conta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><b>3 PERGUNTAS PARA\u2026<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Tereza Cristina, ministra da Agricultura<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><b>1. A ind\u00fastria do ovo vive um momento hist\u00f3rico no consumo e, ao mesmo tempo, uma forte press\u00e3o nos pre\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o. Como resolver?<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">O setor j\u00e1 vinha crescendo e \u00e9 verdade que vive um boom na pandemia. Agora, esses produtores est\u00e3o com problemas, mas esses problemas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 deles, mas de todos os setores que ainda n\u00e3o t\u00eam uma comercializa\u00e7\u00e3o mais s\u00f3lida com os insumos, que s\u00e3o o farelo de soja e o milho, para ra\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><b>2. O setor pede isen\u00e7\u00e3o de PIS\/ Cofins, por exemplo, que j\u00e1 \u00e9 dada ao importador de ovos. O que pode ser feito?<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Vamos ver. \u00c9 preciso compreender que essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 tempor\u00e1ria, porque \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o de mercado e, sobre isso, n\u00e3o h\u00e1 muito o que fazer. Do ponto de vista do Minist\u00e9rio da Agricultura, vamos incentivar o aumento de plantio de milho. A soja j\u00e1 aumentou sozinha.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\"><b>3. Acabamos de ter uma supersafra de soja e milho. O problema \u00e9 quantidade?<\/b><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">Estamos com safras recordes, realmente, mas essa quest\u00e3o dos insumos \u00e9 um problema global. O mundo hoje \u00e9 conectado, o Brasil n\u00e3o \u00e9 uma ilha. Soja e milho que s\u00e3o duas commodities internacionais, com pre\u00e7o de mercado listado em Bolsa l\u00e1 fora. Veja que, na semana passada, o pre\u00e7o desses insumos para ra\u00e7\u00e3o subiu mais, porque o clima nos EUA n\u00e3o est\u00e1 ajudando o plantio. Al\u00e9m disso, os EUA est\u00e3o com estoque de milho muito baixo em rela\u00e7\u00e3o ao que costumam ter. O estoque de soja deles est\u00e1 baix\u00edssimo. Paralelamente, na \u00e1rea econ\u00f4mica, a China cresceu. Os EUA tamb\u00e9m v\u00e3o retomar a economia com a vacina\u00e7\u00e3o. Tudo isso aumenta o consumo global.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-size: 14pt; font-family: arial, helvetica, sans-serif;\">As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal <b>O Estado de S\u00e3o Paulo.<\/b><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Estad\u00e3o Conte\u00fado Publicado em 02\/05\/2021 \u00e0s 16:45 &nbsp; O ovo est\u00e1 longe de ser um coadjuvante na mesa da<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1754,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[40,29],"class_list":["post-1753","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","tag-ovo","tag-ovoebomefazbem"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1753","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1753"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1753\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1755,"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1753\/revisions\/1755"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1754"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1753"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1753"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.avipe.org.br\/web\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1753"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}